25/02/2022

Investimentos: perguntas e respostas

PARA FICAR MENOS VULNERÁVEL ÀS CRISES, DEVEMOS TER UM PLANO PARA INVESTIR E COMO FAZER?

 

Ações básicas são fundamentais: ter uma reserva para imprevisto e viver com menos do que se recebe. Quem fez ou faz isso, pode até passar por apertos financeiros, mas não se desestrutura. O básico é:

- Investir 10% dos rendimentos para longo prazo = aposentadoria (acima dos 60 anos);

- Investir 5% dos rendimentos para médio prazo;

- Ter, ao menos, 6 meses dos gastos mensais investidos para uma emergência. Por exemplo o gasto mensal é de 3 mil reais, então é necessário ter 18 mil investidos com o objetivo de suprir algum imprevisto.

 

O segredo é começar aos poucos para atingir todas essas metas. Ter o objetivo e buscar a conquista da liberdade e organização financeira.

 

FAZER O DINHEIRO TRABALHAR POR VOCÊ EXIGE PENSAMENTO ESTRATÉGICO, VISÃO DE LONGO PRAZO E ISSO A GENTE NÃO APRENDE NA ESCOLA. COMO SE APRENDE A FAZER ISSO?

 

Nos últimos 10 anos, tem existido uma força muito grande na área de educação financeira, justamente para combater nosso analfabetismo nas finanças pessoais. Estamos aprendendo através da iniciativa privada, meios de comunicação e programas voltados às empresas.

Mas, o grande segredo está em deixarmos de ser uma sociedade vinculada à “Síndrome de Peter Pan”, que acredita que nunca vai envelhecer ou que não precisa de planejamento, acreditando que o improviso sempre funcionará. Em finanças não é bem assim, então, precisamos perceber que a sociedade voltada ao prazer imediato e a preguiça mental para fazer contas está ficando fora de moda. Aos poucos estamos mudando e percebendo a necessidade e o valor de um planejamento.

 

EXISTE RISCO EM NÃO INVESTIR?

 

As pessoas usam como álibi a possibilidade de perder dinheiro, então não correm risco de ter dinheiro no futuro: têm certeza de não ter dinheiro algum. Pensando assim, o risco de perder dinheiro é zero. Por outro lado, quando investimos corremos algum risco, não existe certeza absoluta e, tampouco, falta de risco, mas certamente é bastante diferente de não investir. A rentabilidade pode não ser a esperada, mas é melhor correr o risco de ter “pouco” do que ter a certeza de ter zero. É um viés de pensamento muito peculiar.

 

QUAIS SÃO OS PERFIS DE INVESTIDORES QUE EXISTEM? O QUE COMPÕE CADA PERFIL?    

 

Temos a clássica divisão entre conservadores, moderados e arriscados. O tempo, os objetivos e a idade do investidor fazem toda a diferença. E novamente a regra básica deve ser considerada, diversificar:

 

 

A sugestão acima é para um tipo de investidor mais conservador. Para traçar um perfil específico é necessário considerar todas as variáveis como objetivos, idade e renda mensal. Mas, a grande questão para todo investidor, é evitar o autossabotagem.

Claro que podemos sofisticar a carteira, elevar rentabilidade, minimizar o risco, mas, em linhas gerais, todos sabemos o que precisamos fazer. E a diferença entre quem se autossabota e o que se autoriza a ganhar mais, é que o segundo faz o que precisa ser feito, mesmo que não tenha vontade, mesmo que esteja cansado, ele vai lá e faz, o outro gostaria de ter feito.

 

QUAIS SÃO OS FATORES MAIS IMPORTANTES PARA INVESTIR?

A decisão de começar, a busca por ajuda qualificada e a consistência de investir mês a mês. Com estes passos, a probabilidade de o retorno acontecer é muito maior.